7.06.2010

À minha vida noturna

Da janela da sala, no escuro das duas e quinze da manhã, eu vejo aproximadamente trinta e dois prédios residenciais. Não tenho condições de calcular quantas janelas existem nesse campo... Mas, seguramente, afirmo que menos de dez luzes estão acesas (incluindo luzes de televisores, computadores e abajures).
A pergunta que se reminhoca enlouquecida  na minha cabeça é: o que sentem aquelas pessoas a essa hora?


   
Há algum tempo venho observando as sensações que a madrugada me proporciona. Descobri que tais sensações estão bem além da minha concentração (que é bem vaga) tornando-se afiadíssima, do meu cérebro funcionando sem a luta contra o barulho irritante e persistente da avenida e do meu corpo relaxado, porém ativo. Essas sensações têm me presenteado com uma certa "psicodelia" mental, uma chance de estar em paz, sozinha, de certa forma feliz e sem precisar abrir minha boca pra produzir um único ruído sequer.
Numa espécie de voto noturno de silêncio minhas experiências tornam-se mais intensas; posso concentrar mais energia em cada uma delas, em cada minuto. Posso definir perfeitamente a intensidade com que cada vibração de som arrepia minha pele, a textura de cada cor, a forma de cada um dos diversos aromas que eu faço questão de experimentar, ou as ondas de calor em que se transforma tudo que minha língua toca.
São pequenas experiências que fazem diferença no meu imperfeito, inacabado e solitário universo paralelo, um lugar onde eu não preciso de pessoas, nem de vida. Apenas da minha mente, direta ou indiretamente ligada ao meu corpo retorcido e dolorido a essa altura do tempo. Tempo cuja percepção se altera completamente, se alonga, se contrai, pára...  Deixa de existir.
E pouco me importam o foco e o resultado. Depois de tudo, ainda estarei aqui. No mesmo lugar.
No mesmo universo, na mesma madrugada.

5.21.2010

Ao meu doce, lindo e confortável pesadelo

Eu não queria mais ter que esperar para que aqueles dois olhos negros, vibrantes, firmes, profundos e concentrados perfurassem novamente a minha carne, dessa vez, com muito mais voracidade.
Não queria ter que passar as noites rolando sozinha naquela cama enorme e gelada, implorando ao sono para que viesse logo e eu pudesse fugir um pouco da minha realidade.
Queria não precisar planejar ou esperar uma noite com abraços quentes, barulhinho de respiração e um coração pulsando sob a minha mão enquanto eu durmo.

Nada para me impedir de estar ali. Pra sempre, sem preocupação alguma sobre que dia é hoje, que horas são, sem "preciso ir trabalhar", sem telefones, campainhas. Sem nenhuma necessidade além de nossos olhos colados, nossos lábios colados, nossos corpos colados, nossas almas coladas; essas duas peles arrepiadas ao toque das mãos quentes e meio suadas, cabelos desarrumados e algumas palavras sussurradas aleatoriamente.
E os dedos contornando meu quadril...

3.04.2010

14/07/2009

02:02
Nos poucos graus de uma segunda-feira particularmente escura, encontro-me com a vã lembrança de um cheiro dominando meus desordenados pensamentos e bloqueando por completo qualquer tentativa de concentração. Mas a inspiração, bem, a inspiração vem da cruel frustração de conhecer os meus erros e não ter a coragem de admiti-los, muito menos, corrigi-los.
Não tenho muita certeza do motivo desse texto. Tudo que eu sei, de fato, é que eu tenho tantas idéias e frases (que formulei nos últimos quatro anos) fervilhando em minha testa que senti uma vontade estranha, confesso, de colocá-las em algum lugar.
Se pareço estar pensando demais nas palavras, peço desculpas, e explico que tô tentando apenas ordenar as idéias pra que a coisa toda tenha algum sentido (ou pelo menos pareça ter), embora meus sentimentos nesse momento não tenham sentido algum. Aproveito também para me desculpar, por motivos tão obscuros para mim quanto para qualquer um que se proponha a ler isso, pelo material melancólico e depressivo não-intencional.

02:41
Na cama e completamente sem sono. Apesar disso não me preocupo, sinto que estarei melhor pela manhã, ainda que eu pense, escreva, pense, escreva, pense, ache que não vale a pena , escreva isso e acabe não dormindo nada.
Sou canhota, sabia? Mas chuto com a direita e, embora eu tenha descoberto que escrever com a esquerda e chutar com a direita não é um talento excepcional, compensei-me descobrindo que meu soco destro é muito bom. Não me pergunte como eu descobri isso porque aí eu serei obrigada a responder que foi quando eu quase quebrei meu próprio nariz com um taco de beisebol - acidentalmente - durante um acesso de fúria e descobri que socar as coisas era menos perigoso.
Tenho tido uns turbilhões de sensações estranhas misturadas com a aflição de não ter o controle das coisas, juntamente com uma euforia feliz/desesperada que insiste em tirar meu sono, me deixar chateada e me fazer morrer de medo do meu irracionalismo.
Dia desses comentei com alguém  o quanto é difícil pra mim agir como uma mocinha crescida. Penso que o mundo exige isso de todos ainda que não estejamos preparados e penso também que isso fabrica "trintões" frustrados. Anyway, economizo adultescência agora pra tentar ser uma "trintona" esclarecida e satisfeita. Não tenho a menor pressa pelo amanhã e não vivo cada dia como se fosse o último, como a maioria gosta de fazer (ou pelo menos fingir que faz). Prefiro pensar que tenho sempre o amanhã e o depois de amanhã, caso o hoje não seja suficiente ou caso eu esteja com muita preguiça.

03:56
Seria muita "xenxelência" minha publicar esse texto?
Não sei. Não tenho pressa em torná-lo público, mas tenho pressa que alguém o leia.




não continua...

1.29.2010

Efeito marmorizado

Shycke meu bem, shycke!
Tô satisfeita com o meu primeiro efeito marmorizado que rendeu meu primeiro tutorial em vídeo.
Tentei fazer simples porém detalhado, por isso ficou com 4 minutos. Divirtam-se!



10.31.2009

@# $#!7

Ontém lá pelas 2h da manhã eu resolvi escutar o programa "Madrugada classic rock" da Kiss FM e comecei esse post. A imagem acima era o coringa da porra toda. Escrevi aqui umas trinta linhas miseráveis e ridículas, medíocres, porcas, toscas. Resumidamente, esse post era outro. Por fim, acabei salvando o rascunho e deixando pra terminar hoje.
Andei até pensando seriamente em deletar o Broto...
Percebe-se, né? Que a noite passada não foi lá uma grande coisa antes das três da manhã - e só Jezúis sabe disso. Eu estava oca até que ele deu o ar de sua graça, me abraçou e eu acabei indo dormir de tão serena que fiquei.
Aí, hoje, estava eu na sala assistindo "Nunca fui beijada" com a Drew Barrymore e, cara, isso me deixou feliz... Sei lá! Não tem muito com que eu me identifique na história. O fato é que eu descobri que andava me sentindo tal qual ela em alguns momentos do filme. Sabe aquela coisa de se transformar em outra pessoa e provar pr'os outros alguma coisa que até você desconhece dentro de si mesmo? É isso.
Percebi que eu preciso me animar com essa vida, dar aquele tapa na minha própria cara e gritar "acorda, porra!!!"
Xente, parei de morrer em mim mesma.
Comecei pelo meu comportamento, assumindo meus quase-cachinhos e jogando de vez a possibilidade de tinturas lá pra longe. E chega de me privar do salto (alto ou não) por ter medo que dois terços da população mundial fique mais baixa que eu. E chega de andar encolhida e discretamente na rua pra não chamar atenção, eu vou é andar confiante, de nariz empinado... Afinal, eu posso e não devo nada pra filho da puta nenhum. E chega de não falar as verdades que algumas pessoas merecem ouvir (essa parte eu já venho aplicando aos poucos faz um tempinho). Quer mais? Então toma: chega de chorar de barriga cheia e só reclamar da vida! Eu tenho meus sonhos, tenho meus seis familiares (pai, mãe, irmãs e avós) pra cuidar, pra curtir; tenho meus cachorros, que são os melhores amigos que eu poderia querer; tenho meus violões se coçando pra serem tocados e secos por uma composição que eu consiga finalmente terminar...
Sabe do que mais? Vou fazer minha tatuagem logo. Cansei de adiar esse momento. E quero mais piercings também.
Vou escutar mais blues, vou contribuir para a não-extinção do rock (digo do rock de verdade), vou incomodar mais os meus vizinhos, vou até topar correr alguns riscos a mais.
Enfim, só vou mesmo é continuar com o meu jeitinho chato e debochado, porque é assim que eu funciono.



Quero aproveitar e agradecer de coração a cada um que me ler.
Eu estou de volta Brasil!!!

10.12.2009

E a de hoje é...

Pessoar, uma coisa que poucos (ou menos que isso) sabem é que eu vivo numa mudança radical constante. A Suzana dos primeiros posts não é a mesma Suzana das postagens do meio que, certamente, também não é a mesma das postagens mais recentes.
Apesar dessa minha vida de mudanças véri radecares, certas coisas em mim não mudam muito. Hoje resolvi que, de vez em quando, vou deixar vocês saberem alguma coisa mais tonta sobre mim... Na falta de algo melhor pra falar e na vontade de desafogar esse blog.
Vou começar a postar pequenas listas de cinco ítens sobre qualquer porcaria que tenha relação comigo. Topas?

Topando ou não, eis a lista de hoje:

Cinco músicas aleatórias (dentre muitas, muitas mesmo) que eu tenho vontade de dançar em cima da mesa quando bebo


5º Mescalero, por ZZ Top
Nem sei direito o motivo... Talvez seja aquela coisa meio "sou motoqueiro e tenho cara de mau."



4º Devil's dance, por Metallica
Jesus Cristo, me espanca por esse James Hetfield.
É de cair o bico do peito, gente! Onde eu compro um desse?



3º Colour and shape, por Joe Bonamassa
Vocês sabem que não poderia faltar o meu muso inspirador nessa lista. Não é exatamente por ele, mas essa música me faz querer subir na mesa e dançar mesmo quando eu não bebo.
"Oi? Como é? A Suzana, deixando o Bona em terceiro lugar? Eu tô bege! Deve ser hoje o fim do mundo..."
Calma que a tendência é piorar.



2º Ain't no sunshine, por Michael Jackson
A melhor das três versões que eu conheço dessa música.
Detalhe: eu não comecei a gostar do Mike depois que ele morreu, ok?



1º Anybody seen my baby, por Rolling Stones
Descobri por esses dias que eu dançaria essa música em cima da mesa. Mas não foi isso que deu a ela a primeira posição.



That's all, folks!
Espero que tenham gostado da lista e que não coloquem nenhuma dessas músicas pra tocar quando eu estiver tomando vodka. Ou coloquem... sei lá!

10.06.2009

Pão de alho é bom pra caralho!

Ai xentchi, vim aqui no maior dos ócios da vida, corcunda depois da faxina demolidora que picou meu ciático em sete zilhões de pedaços só pra falar que vou comer um pão de alho criminoso daqui a pouco.
Criminoso sim! Essa desgraça é uma delícia, mas o bafo que fica... Jesus m'espanca q'eu tô possuída!

Aproveito a deixa pra divulgar o que deu nome a essa postagem: a primeira comunidade que eu criei no Orkut, lá em 2005, mas que quando eu deletei meu perfil pela primeira vez (de muitas outras), foi adotada por alguém.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=6182979

Olha o náipe da postagem, né...

Enfim...
As mudanças no blog já estão a caminho. Idéias são bem vindas!

9.12.2009

Alôôô, meu pooovo!

Fazendo o post da meia-noite e dez. Tudo bem que quando eu postar já será meia-noite e meia ou até mais, mas juro que quando comecei era meia-noite e dez em ponto (inclusive foi isso que me inspirou).

Bom, eu não tenho muito o que falar, essa é a verdade. Adoro escrever aqui, mas acho que já deu pra perceber que eu não sou muito fiel e empolgada com alguns dos meus gostos, né...? E agora tenho a impressão de que cedo ou tarde alguém vai deixar um comentário tipo assim: "Vá tomar no olho do seu cu, Suzana! Em todas as postagens você fala a mesma merda sobre nunca escrever aqui e pede desculpas. Adeus, não volto nunca mais!" e eu não acharia ruim se acontecesse... De quarqué forma, vou parar de tocar nesse assunto e ver se posto mais vezes mesmo que seja uma porcariazinha que nem precise ser dividida, como por exemplo, um furúnculo na bunda. Brincadeira, gente! Se eu tivesse um furúnculo na bunda, é nunca que eu ia estar sentada nessa cadeira dura.

Outra coisa, lembram do post em vídeo que eu falei? Éééé... eu não esqueci não, povo. Eu ainda tô com essa idéia, mas na atual circunstância tem muita espinha na minha cara. Hahaha! Beleza, parei.
Até que hoje eu tô empolgada com as coisas, apesar de ter dormido - no pouco que eu dormi - muito mal... Só relaxei mesmo depois que a brisa das seis da manhã com cheirinho de flores brancas quando espreguiçam depois da chuvinha fina veio bater na minha janela (vou matutar esse negócio de brisa aí e fazer um texto talvez bacana depois).

É isso aí, gentelis. Acho que já dei meu arzinho por aqui.
Talvez eu volte logo.
Amo vocês!

8.31.2009

Meus babies

Esses são os meus sobrinhos-netos, gente. Essa gangue não é fácil, são uns arruaceiros!
Tão com 25 dias e hoje, pela primeira vez, experimentaram aguinha.
Os dentes tão quase pra nascer e a gengiva tá coçando; agora, apesar de banguelos, eles mordem, rosnam e juram que são feras apesar de mal conseguirem ficar de pé.
Eu sempre fui apaixonada pela cachorrada em geral, mas olha, esses quatro... Sinto como se fossem meus filhos!
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8.25.2009

Eu não tenho um post


Só tenho uma foto do Bonamassa e eu sou completamente a-pai-xo-na-da por ela [e por ele mais ainda]!

8.20.2009

Povo brasileiro!

Este post não é bem um post. Não tem texto bonito, nem historinha pra contar.
Vim apenas comunicar a qualquer um que se interesse que eu estou passando por mais um dos meus lapsos de falta de palavras - e peço mil perdões por isso - mas que tive uma idéia numa dessas madrugadas de insônia atrás: postar em vídeo. Sim!
Às vezes eu tenho coisas a dizer, mas o cérebro não processa a informação e os dedos não ajudam, como muitos de vocês já sabem. Nem a música ajuda. Nem o MSN. Nem o Orkut. Daí surgiu a idéia de postar em vídeo: o vídeo eu faço quando não estou na frente do computador.

Postando em vídeo eu não tenho que ficar me perguntando se o português tá legal e compreensível, ou se a porra da acentuação está correta (e na maioria das vezes não está mesmo, mas eu sinceramente não ligo muito). Também no vídeo eu posso colocar um pouco mais do humor ácido que meus dedos não sabem descrever, posso usar minhas gírias, meus sotaques misturados herdados dos lugares por onde eu passei, posso aplicar com a entonação correta as minhas palavras inventadas, usar meus palavrões de costume e, principalmente, dar um tostão da minha voz para vocês. Hahaha!

Bom, é isso.

7.08.2009

O que fazer no avião quando o passageiro do lado é um chato?

1. Tirar o laptop da mala;
2. Abrir o laptop devagarinho e calmamente;
3. Ligar;
4. Assegurar-se de que o vizinho está olhando;
5. Ligar a Internet;
6. Fechar os olhos por breves momentos, abri-los de novo e dirigir o olhar para o céu;
7. Respirar profundamente e abrir este site: http://www.myit-media.de/the_end.html;
8. Observar a expressão facial do vizinho.

6.02.2009

12HDSPN

Aí então você deve estar se perguntando que diabos é o título desta postagem.
Não é um elemento químico, nem uma nova epidemia. Mas, assim como química, não é tão fácil de se entender; e assim como uma epidemia, não é fácil de se conter.
É algo que, a princípio, pode parecer bem simples, mas que atrapalha bastante - é quase um vício - e requer um (des)preparo bem grande.

São 12 horas de sono por noite [noite nada, é metade da noite e metade do dia]. Sim, 12 horas.
Pros mais cansados, aqueles que têm um dia a dia mais agitado, trabalham muito etc, 12 horas de sono soam como harpas celestiais. Pode até ser, mas experimenta passar meses assim...
Eu adoro dormir, confesso. O problema é que eu comecei a acordar extremamente cansada e sem fôlego, com os ombros tensos, a lombar a ponto de explodir, as olheiras penduradas de forma que, mais dia, menos dia, eu arranco elas, coloco num arame com dentes de animais mortos e faço um par de brincos no melhor estilo tribal africano.
Pode também parecer vadiagem minha, mas não é. Tudo bem que meu dia não é muito cansativo, mas também não é ocioso.
Estou viciada em dormir. E acordo laricada.

Meu sono é leve, então eu desenvolvi uma capacidade de tampar meus olhos e ouvidos e sair completamente do mundo enquanto durmo. Nem a luz das janelas do quarto, nem o barulho da rua e do corredor e nem a movimentação das minhas irmãs e mãe pelo quarto me tiram de dentro do meu sono. Eu quase posso chamá-lo de coma.
Acordar é sempre igual: abre os olhos e pensa "Merda! Mais um dia idiota nesse mundo idiota com essa vida idiota, sem dinheiro, sem liberdade, sem sossego, sem pessoas boas, sem uma família normal. Pra que eu acordei?"
E perguntem se eu consigo dormir 8 horas por noite. Eu acordo tão mal que parece que cheguei da balada e dormi 10 minutos pra trabalhar numa construção no dia seguinte.

Oito hoje, pra quem sofria de insônia há uns anos atrás, é um número miserável pra horas de sono.
E sim, eu também sei que tô acabando com a minha saúde.

5.30.2009

Jabá do Bona

Zentsi, vim apresentar pra vocês meu futuro marido: Joe Bonamassa. Hahahaha!
Infelizmente é brincadeira.
Tirei uma música de um show um pouquinho antigo pra mostrar pra vocês. A qualidade da imagem não tá lá aquelas coisas, mas foi o que eu consegui.
O show é o New Day Yesterday Live (2001) e a música é Cradle Rock.
Enfim, por favor, não gostem dele. Nem sequer achem o som legal, porque eu sou muito ciumenta [com ele então, nem se fala]. Brincadeirinha de novo!
Podem gostar, mas não virem fãs.
[Tô boba hoje. Calma, não me levem a sério.]

O fato é: mesmo no hoje, entiozando e encarecando, ele me faz bambear das pernas. E dá licença que eu acho ele extremamente sexy. [Eu vou! Com força.]

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5.28.2009

½ voltei

Oi povo!
Ainda encontro-me sem um pingo de inspiração pra escrever aqui. Palavras eu até tenho, mas elas não se relacionam bem e não querem se casar pra formar um lindo post.
Enfim, pra não deixar vocês na mão, vim fazer um jabá de um livro legal que eu li (o que é um verdadeiro milagre, porque eu não gosto de ler e, sinceramente, não tô nem aí pra isso).
O livro é bem bacaninha, embora tenha algumas coisas que precisam ser lidas duas ou três vezes pra entender direito (ao menos eu, lerdinha que sou, tive que ler duas ou três vezes), já que, algumas vezes, usa uma linguagem um pouco técnica, além de muitos nomes em russo, siglas e palavras estranhas. Apesar disso a história prende a gente com força. Hahahaha!
A história narra a saga de Jack Howe, um renomado arqueólogo marinho que, durante um mergulho no Mediterrâneo, enquanto procurava por um naufrágio do tempo de Homero, descobre que encontrou o que "poderia ser a chave para a localização da cidade perdida". Mas outros também ficaram sabendo da localização da Atlântida e agora Jack e sua equipe são envolvidos em um jogo de vida ou morte.
O livro foi traduzido para 25 línguas e mistura ficção com dados históricos reais.

5.12.2009

Eu preciso atualizar esta po**a!

Tenho histórias pra contar.
Mas faltam as palavras e aquela tal de inspiração, sacomé?

Aí hoje eu decidi colocar no papel tudo aquilo que se passa na minha cabecinha de melão, não importa a hora, não importa o lugar e também não importa muito o assunto. Sempre que alguma coisa bater e eu filosofar sobre ela, eu vou anotar.
Depoistecontobeijomeliga!

4.14.2009

Alô, estrelas?

Antes de mais nada eu gostaria de pedir mil perdões ao meu adorado blog por tê-lo esquecido, abandonado, deixado ao vento e às moscas e teias de aranha.
Blog, me perdoe.

Pronto, agora let's go ao post.
Trago a vocês uma explicação. Não, um depoimento. Ahm... Não. Dou à luz hoje o modo como eu me sinto apenas.
Não sei porque cargas d'água, depois de muita luta pra sair da cama às 11 e meia da manhã de uma noite cheia, lotada, entupida de sonhos estranhos [alguns que eu nem gostaria de ter sonhado] eu me senti bem. Só bem.
Uma situação onde eu não enxergava absolutamente porra nenhuma do meu futuro, de repente mudou. Não que agora eu esteja enxergando muita coisa... Mas de uns tempos pra cá eu percebi um fio de esperança, uma luz no fim do maldito túnel.
Atribuo isso à música, ela é tudo que tem feito contato comigo nesses tempos. Digamos que a música me curou. Hahahaha!

Se você me perguntar agora como andam as coisas eu direi que tenho planos se encaminhando. E muito bem, por sinal.

3.09.2009

Não quero título hoje, obrigada!

Ela quer ter um fusca.

Usa roupas antigas da mãe, ama o auge do Rock'n Roll e decoração retrô faz a sua cabeça.
Ela gosta de como essas velharias lhe fazem viajar no tempo. Gosta de brincar que está no tempo do "paz e amor".
Sente saudades anônimas que provocam um vazio deprimente no peito quando ouve histórias sobre o Brooklin da década de 70 com garotos descendo ladeiras em carrinhos de rolimã; ou ainda quando seu pai lhe conta que sentava na calçada com o violão e passava a noite tocando Led Zeppelin pra sua mãe.

Tem certeza de que nasceu na época errada. Seu corpo está no hoje, mas sua mente e seu coração vivem uns 40 anos atrás.
Lambeijocas e cuidem-se!

3.06.2009

Bebum de fim de festa


Sabe aquele cara que tá em todas as baladinhas baratas por aí e que sempre dá trabalho?
Ele já não se aguenta em pé, mas insiste em ser o último a ir embora. Cai no meio da pista, vomita no banheiro todo, arranja briga... Mas aconteça o que acontecer, jamais deixa que seu copo vire desperdiçando nem sequer uma gota se seu "líquido sagrado" (seja ele qual for).
Ele não faz idéia de onde está, com quem está e, no dia seguinte, ao acordar com aquela puta ressaca, percebe que não faz idéia de como chegou em casa, nem há quanto tempo está dormindo.
Só depois de uns dois dias tentando fazer seu corpo superar a cagada do fim de semana ele percebe que perdeu chaves, documentos, dinheiro e amigos.

[Este texto não deve ser interpretado em seu sentido literal. Ele é praticamente um auto-retrato - eu gosto e uso tremas e hífens e não tô nem aí pra reforma ortográfica chatona. Este post não foi concluído.]

2.07.2009

Senta, deita, rola...

... Mas fingir de morto, nem a pau!


Se tem uma coisa que m'enerva é ter que ficar quieta em determinadas situações - tá bom, confesso, em qualquer situação.
Eu não tenho o dom do silêncio, nem da paciência, nem da indiferença. O que eu tenho mesmo é a impulsividade, a explosão, a língua comprida, a voz irritante e alta, a indignação, a mania de perseguição e a certeza de que eu sou a maior vítima desse meu comportamento.

Minha mãe me joga na cara até hoje as minhas respostas cabeludas em público toda vez que alguém me contrariava. Mas minha mãe não é um bom exemplo pra eu colocar aqui, afinal, ela joga qualquer coisa na minha cara, inclusive quando eu espirro ela não me fala "saúde" (já faz uns 11 anos), só porque uma vez eu contei pra ela que a professora tinha dito que isso era falta de educação.
O que me contaram é que eu fui uma criança bem chatinha, do tipo que não há punição que conserte (nem a Super Nanny Bicho Papão me venceria). Fui daquelas crianças que começam e espernear e gritar no meio do restaurante, do shopping, igreja, festinha, no meio da rua e que, quando tomam um beliscão, puxão de orelha ou tapa na bunda gritam e esperneiam mais ainda, dessa vez com mais palavrões.

Hoje em dia eu tenho vontade de afogar essas crianças. Deve ser remorso...
Se bem que eu ainda sou assim, tirando a parte de espernear em público e apanhar. Eu ainda faço (muito) drama, xingo meio mundo, grito, me jogo no chão etc.
Eu sempre perco o controle e machuco aqueles que eu amo. E os que não amo também.
Eu sou reativa. Não me vejo de outra maneira, não me vejo ponderando as coisas. Essa é uma imagem que eu não tenho, infelizmente.

E o pior disso tudo é que, mesmo sabendo que eu não mereço, eu sempre consigo tudo vencendo pelo cansaço, pela gritaria, pelo comportamento mimado e manipulador.
É, manipular as pessoas é o que eu faço melhor. Mas por favor, leitor, não me julgue mal. Apesar das minhas perturbações e meus lapsos de falta de respeito e consideração eu faço tudo pelas pessoas que me cercam, quero o melhor pra eles e não deixo - nem por um segundo - que eles se esqueçam que eu os amo.

Bom, chega de ladainha por hoje. Vou deixar minha máscara cair em doses homeopáticas pra não assustar, ok?
Brincadeirinha!!!

1.29.2009

Um cochilo pra recarregar

People, estou postando aqui um vídeo que eu gravei ano passado.
Essa aí é a Kili, uma buldogue francesa que a gente comprou mas infelizmente ela ficou com a gente por menos de um mês - porque não tava se dando muito bem com as outras nenenzinhas da casa. O primeiro dia dela aqui em casa foi bem cansativo, tanto que ao anoitecer ela deitou no sofá e...
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1.26.2009

Os poderosos chefões

É, segundo o que disse Dalai Lama, nós não podemos fazer nada sobre o ontém e nem sobre o amanhã. Mas eu não concordo totalmente com ele. Não.

Sobre o ontém, tudo bem, sabemos que não há nada que possa ser feito pra mudar o que já aconteceu, apesar de que o passado já foi futuro um dia e nós pudemos escolher o que fazer com ele.
Sim, somos nós que escolhemos o nosso caminho e eu acredito que nós controlamos nosso fim. Para aqueles que acreditam nessas coisas de destino, pode até ser que o final da história já esteja escrito quando nós nascemos, mas há inúmeros caminhos que podem nos conduzir até a linha de chegada [e outros que não], e nesses caminhos há sempre "ene" paradas, sejam eles feitos de pedras, de água, fogo, espinhos, pétalas de rosa ou algodão doce.

Eu não ousaria dizer que o futuro a Deus pertence. Primeiro porque eu acho "destino" muito abstrato e não combina com a cor dos meus olhos, e eu sou completamente contra a interferência de qualquer tipo de crença na minha vida. Segundo porque eu sei que o ser humano é lutador e não é de sua natureza se jogar no rio da vida e deixar a correnteza levar [exceto alguns molengas e desapegados]. E terceiro porque o futuro não pertence a ninguém além de nós mesmos e não podemos - nem devemos - deixar que nada interfira nas nossas vontades. Foi dessas vontades que surgiram decisões que, no passado foram importantes por nos transformar no que somos hoje e, no presente, são importantes por nos transformar no que seremos amanhã.

Não importa o caminho que eu escolha, eu sou e sempre serei a única dona do meu destino. E posso mudar ele todos os dias.