4.14.2009

Alô, estrelas?

Antes de mais nada eu gostaria de pedir mil perdões ao meu adorado blog por tê-lo esquecido, abandonado, deixado ao vento e às moscas e teias de aranha.
Blog, me perdoe.

Pronto, agora let's go ao post.
Trago a vocês uma explicação. Não, um depoimento. Ahm... Não. Dou à luz hoje o modo como eu me sinto apenas.
Não sei porque cargas d'água, depois de muita luta pra sair da cama às 11 e meia da manhã de uma noite cheia, lotada, entupida de sonhos estranhos [alguns que eu nem gostaria de ter sonhado] eu me senti bem. Só bem.
Uma situação onde eu não enxergava absolutamente porra nenhuma do meu futuro, de repente mudou. Não que agora eu esteja enxergando muita coisa... Mas de uns tempos pra cá eu percebi um fio de esperança, uma luz no fim do maldito túnel.
Atribuo isso à música, ela é tudo que tem feito contato comigo nesses tempos. Digamos que a música me curou. Hahahaha!

Se você me perguntar agora como andam as coisas eu direi que tenho planos se encaminhando. E muito bem, por sinal.

3.09.2009

Não quero título hoje, obrigada!

Ela quer ter um fusca.

Usa roupas antigas da mãe, ama o auge do Rock'n Roll e decoração retrô faz a sua cabeça.
Ela gosta de como essas velharias lhe fazem viajar no tempo. Gosta de brincar que está no tempo do "paz e amor".
Sente saudades anônimas que provocam um vazio deprimente no peito quando ouve histórias sobre o Brooklin da década de 70 com garotos descendo ladeiras em carrinhos de rolimã; ou ainda quando seu pai lhe conta que sentava na calçada com o violão e passava a noite tocando Led Zeppelin pra sua mãe.

Tem certeza de que nasceu na época errada. Seu corpo está no hoje, mas sua mente e seu coração vivem uns 40 anos atrás.
Lambeijocas e cuidem-se!

3.06.2009

Bebum de fim de festa


Sabe aquele cara que tá em todas as baladinhas baratas por aí e que sempre dá trabalho?
Ele já não se aguenta em pé, mas insiste em ser o último a ir embora. Cai no meio da pista, vomita no banheiro todo, arranja briga... Mas aconteça o que acontecer, jamais deixa que seu copo vire desperdiçando nem sequer uma gota se seu "líquido sagrado" (seja ele qual for).
Ele não faz idéia de onde está, com quem está e, no dia seguinte, ao acordar com aquela puta ressaca, percebe que não faz idéia de como chegou em casa, nem há quanto tempo está dormindo.
Só depois de uns dois dias tentando fazer seu corpo superar a cagada do fim de semana ele percebe que perdeu chaves, documentos, dinheiro e amigos.

[Este texto não deve ser interpretado em seu sentido literal. Ele é praticamente um auto-retrato - eu gosto e uso tremas e hífens e não tô nem aí pra reforma ortográfica chatona. Este post não foi concluído.]

2.07.2009

Senta, deita, rola...

... Mas fingir de morto, nem a pau!


Se tem uma coisa que m'enerva é ter que ficar quieta em determinadas situações - tá bom, confesso, em qualquer situação.
Eu não tenho o dom do silêncio, nem da paciência, nem da indiferença. O que eu tenho mesmo é a impulsividade, a explosão, a língua comprida, a voz irritante e alta, a indignação, a mania de perseguição e a certeza de que eu sou a maior vítima desse meu comportamento.

Minha mãe me joga na cara até hoje as minhas respostas cabeludas em público toda vez que alguém me contrariava. Mas minha mãe não é um bom exemplo pra eu colocar aqui, afinal, ela joga qualquer coisa na minha cara, inclusive quando eu espirro ela não me fala "saúde" (já faz uns 11 anos), só porque uma vez eu contei pra ela que a professora tinha dito que isso era falta de educação.
O que me contaram é que eu fui uma criança bem chatinha, do tipo que não há punição que conserte (nem a Super Nanny Bicho Papão me venceria). Fui daquelas crianças que começam e espernear e gritar no meio do restaurante, do shopping, igreja, festinha, no meio da rua e que, quando tomam um beliscão, puxão de orelha ou tapa na bunda gritam e esperneiam mais ainda, dessa vez com mais palavrões.

Hoje em dia eu tenho vontade de afogar essas crianças. Deve ser remorso...
Se bem que eu ainda sou assim, tirando a parte de espernear em público e apanhar. Eu ainda faço (muito) drama, xingo meio mundo, grito, me jogo no chão etc.
Eu sempre perco o controle e machuco aqueles que eu amo. E os que não amo também.
Eu sou reativa. Não me vejo de outra maneira, não me vejo ponderando as coisas. Essa é uma imagem que eu não tenho, infelizmente.

E o pior disso tudo é que, mesmo sabendo que eu não mereço, eu sempre consigo tudo vencendo pelo cansaço, pela gritaria, pelo comportamento mimado e manipulador.
É, manipular as pessoas é o que eu faço melhor. Mas por favor, leitor, não me julgue mal. Apesar das minhas perturbações e meus lapsos de falta de respeito e consideração eu faço tudo pelas pessoas que me cercam, quero o melhor pra eles e não deixo - nem por um segundo - que eles se esqueçam que eu os amo.

Bom, chega de ladainha por hoje. Vou deixar minha máscara cair em doses homeopáticas pra não assustar, ok?
Brincadeirinha!!!

1.29.2009

Um cochilo pra recarregar

People, estou postando aqui um vídeo que eu gravei ano passado.
Essa aí é a Kili, uma buldogue francesa que a gente comprou mas infelizmente ela ficou com a gente por menos de um mês - porque não tava se dando muito bem com as outras nenenzinhas da casa. O primeiro dia dela aqui em casa foi bem cansativo, tanto que ao anoitecer ela deitou no sofá e...

1.26.2009

Os poderosos chefões

É, segundo o que disse Dalai Lama, nós não podemos fazer nada sobre o ontém e nem sobre o amanhã. Mas eu não concordo totalmente com ele. Não.

Sobre o ontém, tudo bem, sabemos que não há nada que possa ser feito pra mudar o que já aconteceu, apesar de que o passado já foi futuro um dia e nós pudemos escolher o que fazer com ele.
Sim, somos nós que escolhemos o nosso caminho e eu acredito que nós controlamos nosso fim. Para aqueles que acreditam nessas coisas de destino, pode até ser que o final da história já esteja escrito quando nós nascemos, mas há inúmeros caminhos que podem nos conduzir até a linha de chegada [e outros que não], e nesses caminhos há sempre "ene" paradas, sejam eles feitos de pedras, de água, fogo, espinhos, pétalas de rosa ou algodão doce.

Eu não ousaria dizer que o futuro a Deus pertence. Primeiro porque eu acho "destino" muito abstrato e não combina com a cor dos meus olhos, e eu sou completamente contra a interferência de qualquer tipo de crença na minha vida. Segundo porque eu sei que o ser humano é lutador e não é de sua natureza se jogar no rio da vida e deixar a correnteza levar [exceto alguns molengas e desapegados]. E terceiro porque o futuro não pertence a ninguém além de nós mesmos e não podemos - nem devemos - deixar que nada interfira nas nossas vontades. Foi dessas vontades que surgiram decisões que, no passado foram importantes por nos transformar no que somos hoje e, no presente, são importantes por nos transformar no que seremos amanhã.

Não importa o caminho que eu escolha, eu sou e sempre serei a única dona do meu destino. E posso mudar ele todos os dias.